O último dia que escrevi aqui no umanoaexperiencia foi a 30 de Setembro.
Já passaram duas semanas e larguei de mão a descrição diária desta nova aventura. Mas não de todo esta nova rotina, em modos alentejanos. Cada novo dia mostra-se surpreendente, pelas dificuldades que surgem e pelos desafios que aparecem.
Nestas duas últimas semanas muita coisa aconteceu. Novas aulas, novas reuniões, novos serões com os colegas professores e projectos. Para além da minha nova tarefa como docente de EMRC, também vim para a Amareleja com o objectivo de desenvolver trabalho comunitário, dando catequese e participando na formação cristã das gentes desta terra.
Ontem iniciou-se a “temporada” da catequese. Agarrarei um grupo de adolescentes, esperando ser-lhes útil na caminhada de descoberta disto de fé. É uma tarefa difícil. Aqui pelo menos sinto isso. Estou habituada a pregar na mesma aos peixes, mas estes, por mais que queiram, não estão num meio ambiente que os outrora cultivou.
Sinto que são pessoas interessadas e sedentas por algo mais que as acompanhe. E isso é já um passo importante a segurar. Com os jovens as coisas até podem ser fáceis já que sou “da laia” deles, tamanho até, e posso mostrar-lhes outras experiências que esta minha juventude e fértil caminhada já viveu.
Na escola as coisas estão bem. O ritmo ainda é de entrar na engrenagem. Os projectos avançam, não tanto ao ritmo do tempo mas ao ritmo das necessidades. Os deadlines apertam e as monstruosas burocracias, papeladas e afins sufocam e empobrecem o ar.
Mas isto tudo é normal. Penso eu.