Quarta à tarde é sinónimo de reuniões de departamento e outros grupos de trabalho existentes entre os docentes da EBI. No meu caso específico, calha-me ter reunião do Departamento de Ciências Sociais e Humanas e do grupo de trabalho da biblioteca.
Estou mesmo cansada. Pesam-me os olhos e a longa tarde sentadita numa cadeira a delinear planos e estratégias de articulações curriculares. No grupo da biblioteca alinhavam-se estratégias para o bom funcionamento do espaço de conhecimento e pensam-se já em formas de auxiliar os alunos nas horas de apoio e de aprendizagem na biblioteca.
Mas tudo ainda é novo para mim. O ritmo vai mudando depressa, e esta minha inexperiência no mundo dos docentes de vez em quando apanha uma berma e retira-me do padrão certo a que guio esta nova aventura.
Hoje até tinha jantar de professores e optei por não ir. Não tanto pelo cansaço que hoje se acentua mais agudamente, mas porque não posso passar todas as noites em confraternizações pós laborais, por mais agradáveis que sejam.
Em certos aspectos sou castradora de vontades e revogo sensatez para tapar o sol com a peneira. Mas tem de ser assim. Tenho de me ritmar de novo. E a vontade não é proporcional ao gosto. Esta semana começou bem mas hoje sinto-me mais em baixo. Apetecia-me estar em casa, no meu recanto, a jantar com os meus pais. Aninhar-me nas minhas coisas de ainda adolescente, sair até ao Degrau a beber café com os amigos de lá, ver pessoas de quem gosto. Sei lá. A nostalgia hoje agarrou-se a mim, qual preguiça inexistente.
Amanhã já passa. Tenho aulas. Vou estar todo o dia na escola.
Entretanto vou voltar à preparação das matérias, aos meus sons mais calmos e dormitar no meu novo espaço, aqui, algures no Alentejo.